domingo, 11 de março de 2012

O Sinal da Cruz


‎"O Sinal da Cruz é a armadura invencível dos Cristãos. Esta armadura que te não falte ó Soldado de Cristo, nem de dia nem de noite, nem um instante, seja qual for o lugar em que te aches. Quer durmas, quer vigies, quer trabalhes, quer comas, quer bebas, quer navegues, quer atravesses rios, sempre andarás revestido desta couraça. Orna e protege teus membros com este Sinal vencedor e nada te poderá fazer mal. Contra as setas do inimigo, não há escudo mais poderoso. A vista deste Sinal, trêmulas e aterradas fugirão as potências infernais."

(São João Crisóstomo)

Salomão e as Duas Mães


Vieram duas prostitutas apresentar-se ao rei. Uma delas disse: "Ouve, meu senhor: Esta mulher e eu habitamos na mesma casa, e eu dei à luz junto dela no mesmo aposento. Três dias depois, deu também ela à luz. Ora, nós vivemos juntas, e não havia nenhum estranho conosco nessa casa, pois somente nós duas estávamos ali. Durante a noite morreu o filho dessa mulher, porque o abafou enquanto dormia. Levantou-se ela então, no meio da noite, e enquanto a tua serva dormia, tomou o meu filho que estava junto de mim e o deitou em seu seio, deixando no  meu o seu filho morto. Quanto me levantei pela manhã para amamentar o meu filho, encontrei-o morto; mas, examinando-o atentamente à luz, verifiquei que não era o filho que eu dera à luz." - "É mentira! replicou a outra mulher, o que está vivo é meu filho; o teu é que morreu." A primeira contestou: "Não é assim; o teu filho é o que morreu, o que está vivo é o meu." E assim disputavam diante do rei.

O rei disse então: "Tu dizes: é o meu filho que está vivo, e o teu é o que morreu; e tu replicas: não é assim; é o teu filho que morreu, e o meu é o que está vivo. Vejamos, continuou o rei; trazei-me uma espada." Trouxeram ao rei uma espada. "Cortai pelo meio o menino vivo, disse ele, e dai metade a uma e metade à outra." Mas a mulher, mão do filho vivo, sentiu suas entranhas enternecerem-se e disse ao rei: "Rogo-te, meu senhor, que dês a ela o menino vivo; não o mateis"; a outra, porém, dizia: "Ele não será nem teu, nem meu; será dividido!" Então o rei pronunciou o seu julgamento: "Dai, disse ele, o menino vivo a essa mulher; não o mateis, pois é ela a sua mãe". (I Re 3,16-27)

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1- O menino morreu porque não lhe deixaram respirar.
2- As duas mães, embora tão diferentes, viviam juntas.
3- A mãe ruim matou o próprio filho ao invés de cuidá-lo e, em seguida, raptou o que ainda tinha vida.
4- A mãe ruim utiliza-se de subtefúrgios, pretextos e falsas razões.
5- A mãe ruim contenta-se com a morte dos meninos.
6- A verdadeira mãe - assim como qualquer um que ame qualquer coisa - preza pela inteireza daquilo que ama, preferindo que a criança viva, mesmo que seja sem ela. 
7- A disputa só foi resolvida diante do Rei.

quarta-feira, 7 de março de 2012

A prisão do egoísmo e a alegria da liberdade



‎"O Espírito Santo é um espírito de alegria, porque nos sentimos felizes quando vemos cair as nossas cadeias. A maior tristeza do homem é a de sentir-se preso numa prisão que se não pode abrir porque tem o nome de egoísmo; é nele que o homem está fechado. Mas cada ato de obediência, de humildade, de caridade, liberta-lhe o coração e sentimos que ressoa ao céu, como o esvoaçar de uma ave cuja gaiola acaba de ser aberta."
(Por um cartuxo anônimo) 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Oração do Meio Dia


Na mesma hora em que Jesus, o Cristo, 
sofreu a sede, sobre a cruz pregado, 
conceda a sede de justiça e graça 
a quem celebra o seu louvor sagrado. 

Ao mesmo tempo ele nos seja a fome 
e o Pão divino que a Si mesmo dá; 
seja o pecado para nós fastio, 
só no bem possa o nosso gozo estar. 

A unção viva do divino Espírito 
impregne a mente dos que cantam salmos; 
toda frieza do seu peito afaste, 
no coração ponha desejos calmos, 

Ao Pai e ao Cristo suplicamos graça, 
com seu Espírito, eterno Bem; 
Trindade Santa, protegei o orante, 
guardai o povo em caridade. Amém.

Via Frei Rojão.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Abandono e Felicidade



"A nossa infelicidade pende apenas por um fio e este fio somos nós mesmos que o seguramos: não nos queremos libertar. Ceder a Deus no que Ele pede, totalmente, radicalmente, pronunciar um Amen sem reservas, seria a libertação. Há um provérbio que diz: onde nada há, o rei perde seus direitos. Da mesma maneira, o Príncipe deste mundo não tem poder sobre aquele que consente em ser reduzido ao nada; os demônios do orgulho, da impaciência, do ciúme não o cercarão mais, porque abandonou já tudo o que estas potências poderiam cobiçar."
(Por um cartuxo anônimo)

Fonte: A Grande Guerra