"Rezar é tirar água do poço. Mas... e se o poço estiver vazio?"
Sta Teresa D'Avila
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Os sofrimentos e a vida eterna - Imitação de Cristo
Jesus Cristo - Filho, não esmoreças nos trabalhos que empreendeste por Meu amor, nem desanimes com as tribulações, mas em todas as circunstâncias a Minha promessa te deve dar força e alegria.
Posso, com efeito, recompensar-te acima de todas as medidas e limites. Não trabalharás aqui durante muito tempo, nem sempre viverás oprimido pelos sofrimentos. Espera um pouco, e verás quão depressa acabam os males.
Chegará a hora em que cessarão todas as fadigas e angústias. Tudo aquilo que passa com o tempo é pouco e breve.
Faz com cuidado o que deves fazer; trabalha conscienciosamente na Minha vinha; a tua paga serei Eu.
Escreve, lê, suspira, guarda silêncio, fala, reza, sofre varonilmente a adversidade; a vida eterna bem merece ser comprada por estes e por outros combates ainda maiores.
A paz há-de chegar no dia que só o Senhor conhece, e não haverá mais dias e noites, como no tempo presente, mas será uma luz eterna, um esplendor infinito, uma paz inalterável, um repouso seguro.
Então não dirás: "Quem me libertará deste corpo de morte?" (Rm 7,24). Nem exclamarás: "Ai de mim, que se prolongou o meu exílio" (Sl 119,5). Porque a morte será destruída e a salvação será eterna ; não haverá mais ansiedade, mas alegria bem-aventurada, doçura da sociedade celeste e da formosura do Paraíso.
Oh! Se visses as coroas imortais que os Meus Santos possuem no Céu, e a glória de que agora gozam aqueles que neste mundo eram desprezados e até julgados indignos de viver! Certamente prostrar-te-ias até ao chão e preferirias antes estar sujeito a todos os homens do que mandar apenas num.
Não cobiçarias os dias felizes desta vida; pelo contrário, quererias ser atribulado por amor de Deus e considerarias grande vantagem ser tido por nada entre os homens.
Oh! Se experimentasses estas coisas e elas penetrassem até ao fundo do teu coração, como ousarias queixar-te uma vez que fosse?
Não te parece que para alcançar a vida eterna todas as penas se tornam toleráveis? Será pouca coisa perder ou conquistar o reino de Deus?
Levante os olhos para o Céu. Ali é onde Eu habito com todos os Meus Santos; eles travaram na terra grandes combates; agora regozijam-se e estão cheios de consolação e segurança; agora descansam em paz e permanecerão para sempre comigo no reio de Meu Pai.
Alma - Ó beatíssima mansão da cidade celestial! Ó dia luminoso da eternidade que nenhuma noite obscurece, mas que sempre brilha com os raios da soberana Verdade! Ó dia sempre alegre, sempre tranquilo, livre de qualquer vicissitude!
Quem me der que despontasse já este dia e findassem todas as preocupações materiais! Com efeito, este dia já resplandece para os Santos com a sua perpétua e esplêndida luz; porém, para nós, só se vislumbra ao longe e como através de um espelho.
Imitação de Cristo, Livro III, Cap XLVII.
Imitação de Cristo, Livro III, Cap XLVII.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Que terrível é este lugar!
Há cerca de 2000 anos, o povo judeu costumava, anualmente, subir a Jerusalém; esta viagem era motivo de grande alegria, pois estas pessoas sabiam que Jerusalém era a cidade de Deus, onde havia o Templo. Para lá chegar, eles não notavam as dificuldades ou a distância; ainda ao longe, quando somente avistavam a Cidade Santa, rompiam em cânticos e lágrimas pela graça de, mais uma vez, visitarem o lugar onde Deus estava.
Como expressão desta singular experiência, lemos nos Salmos: "Que alegria quando ouvi que me disseram: vamos subir à casa do Senhor! Eis que nossos pés já se detêm em vossas portas, ó Jerusalém! Jerusalém, cidade tão bem edificada, que forma um tão belo conjunto! Para lá sobem as tribos, as tribos do Senhor, segundo a lei de Israel, para celebrar o nome do Senhor. Lá se acham os tronos de Justiça, os assentos da casa de Davi. Pedi, vós todos, a paz de Jerusalém, e vivam em segurança os que te amam. Reine a paz em teus muros, e a tranquilidade em teus palácios. Por amor de meus irmãos e de meus amigos, pedirei a paz para ti. Por amor da casa do Senhor, nosso Deus, pedirei para ti a felicidade" (Sl 121,1-9).
Quando se sabe que Deus está, de forma particular, num determinado lugar, é grande a alegria de um servo Seu ao se perceber na Presença dELe. É o que acontece com Jacó que, ao acordar, vê que está em sólo sagrado. Dele diz a Escritura: "Jacó, despertando de seu sono, exclamou: 'Em verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia!' E cheio de pavor, ajuntou: 'Quão terrível é este lugar! É nada menos que a casa de Deus; é aqui, a porta do Céu!'" (Gn 28,16-18)
Algo similar, mas ainda mais grandioso, acontece conosco hoje. Não obstante a sua terrível grandiosidade, aparece-nos como algo simples, discreto, como é característico do Filho de Deus em Sua adorável delicadeza. Esta experiência realiza-se de forma semelhante à de Elias que reconheceu a presença do Eterno na brisa suave, aparentemente tão comum (I Rs 19,11-13). Sim, diariamente podemos ir à casa de Deus e pormo-nos em Sua Presença; não somente como Moisés diante da Sarça Ardente, nem somente como Elias diante da brisa ligeira, nem ainda como Jacó. Nos é permitido muito mais! De fato, conosco se realiza o que Nosso Senhor dissera: "Ditosos os olhos que vêem o que vós vedes, pois eu vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não viram; e ouvir o que vós ouvis, e não ouviram" (Lc 10,23-24).
A nós é dado estar diante dEle como os Apóstolos estiveram.. como esteve João, reclinado em Seu coração. E, como agimos diante disto? Como Elias, que cobre o rosto? Como Moisés que tira as sandálias? Como os peregrinos de Jerusalém que ansiavam o ano inteiro para poder contemplar os muros do Templo? Como Jacó, tomado de pavor diante de Deus?
Quanta indiferença de nossa parte! Quanta frieza.. Quanto gelo!
Agimos, às vezes, como cegos que se obstinam na cegueira. Tratamos Nosso Senhor como uma coisa qualquer. Evitamos devotar-lhe o nosso tempo e, hipocritamente, ousamos cantar-lhe as maiores declarações de amor. Mas, "de Deus não se zomba!" (Gl 6,7).
Rezo pra que Nosso Senhor nos mostre que grandioso é estar com Ele e, ao mesmo tempo, como é profundo o seu amor e sua simplicidade de permitir-nos achegar ao seu seio.
"Buscai o Senhor, já que Ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto" (Is 55,6)
Quando se abrirem os nossos olhos, então, alegres, poderemos dizer: "Encontrei Aquele que meu coração ama. Segurei-o, e não o largarei" (Ct 3,4)
Fábio Luciano
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Primavera chegou!
Eis que chega a primavera, e com ela, nova luz, nova cor, novo calor.. a beleza produzida no inverno e, de certa forma, latente no outono, se mostra de forma pura e santa. Ah, que ordem admirável de coisas!
A primavera vem após o outono; a alegria vem depois do parto; o dia vem depois da noite; a vida vem depois da morte...
Ah, nestes tempos em que as sombras se recolhem, em que o frio dá lugar aos cálidos raios do sol, também o meu coração se ergue, e voa... e a primavera é como que prelúdio e abertura da maior doçura: o nascimento do Senhor que celebraremos daqui a pouco. Sim, a primavera é o pé desta adorável montanha que iniciamos a subir...
Que amor, Senhor, em tudo o que fazes! E que cegueira a de não podermos enxegar teus gracejos, teus carinhos, teus desenhos... como gostas do verde, do azul, do amarelo... Será isto que significa voltar a ser criança? Tudo destila amor, meu Deus... tudo! Compreendo, Senhor... na nossa sede de juntar admiradores, e de construir nós mesmos a imagem da qual nos revestimos, nos ocultamos de vossa brisa suave sob a capa impermeável de nossas pretensões e soberba.
Concede-me, Senhor, nesta primavera, despir-me de mim mesmo e, nu, sob a chuva terna de vosso amor, sob o raios do vosso coração, contemplar o arco-íris de vossa ternura infinita. Quero retirar os véus e esses pesos que, por vezes, trago comigo... Quero, suave, cantar tuas misericórdias.... Quero conhecer a liberdade dos filhos, aos quais é dado o Espírito Santo... celebrarei teus amores, oh Amor meu e, quando do Teu nascimento, quero estar, eu também, pobre e nu, contemplando a tua adorável pobreza e nudez.
Fábio Luciano.
Aos seguidores deste blog...
Amigos, ontem inventei de pesquisar alguns templates e experimentei mudar por um momento a aparência deste blog. Uma vez que o fiz, a lista de seguidores sumiu e, embora no painel, após o login, a quantidade de seguidores se mantenha, na página do blog isto não é visível.
Quero apenas comunicar que não exclui ninguém ( :) )... Vou dar uma fuçada aqui...
Fábio.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Todos defendem a democracia... mas quantos refletem sobre isso?
A democracia, como todos sabem, surgiu na Grécia num sistema nem tão democrático assim. Mas, desde então, fazem-nos decorar o que este sistema significa: "governo do povo para o povo" e fazem-nos crer, enquanto nos mostram como participantes deste grupo supostamente beneficiado, que isto deve ser o ideal para o qual a vida deve se orientar. Porém, este tipo de conversa é muito frágil. Notamos bem que, pelo menos, há algo de estranho nesta ordem de coisas, pois a atitude democrática por excelência, o voto, não tem resolvido nada... Ao contrário, deveríamos nos perguntar: é mesmo conveniente tomarmos uma decisão tão séria utilizando irrefletidamente o critério da quantidade? Quer dizer que, se democraticamente escolhêssemos um bandido declarado, a sua tomada de poder seria legítima só porque a maioria decidiu, alíás quase como sempre, pelo erro?
Nosso querido sistema democrático, fundado sobre o sempre frágil critério da quantidade, tenta legitimar o pecado, só porque a maioria dos homens são medíocres e vivem para os próprios desejos; muito bem! A mediocridade será, então, o valor propagado.. e não é isto o que vemos nas televisões, nas escolas, nas conversas?
Estes dias eu conversava com um amigo; contava-me ele do caso de alguns "atletas" de academia que, numa verdadeira idolatria pelos músculos, inventaram de tomar vitaminas para cavalos. Daí eu pergunto: será realmente algo interessante pôr nas mãos de cavalheiros como esses (quase cavalos) a decisão de algo importante? E estes são os legítimos representantes da maioria! Observemos bem: a maioria dos jovenzinhos hoje tenta reproduzir em vida aquilo que assiste em telenovelas e outros programas jovens imbecis. Se não idolatram os músculos propriamente, idolatram as próprias paixões e as toscas aventuras amorosas que aprendem a desejar como um bem...
Nunca vi ninguém pôr nas mãos de desocupados o compromisso de uma grande empresa; nunca tive a oportunidade de ver, por exemplo, ser dado a um bêbado o trabalho de discursar num ambiente de intelectuais ou de ser confiada a uma criança a construção de um edifício. Estes trabalhos sempre são confiados a pessoas que tenham a possibilidade de fazê-los. Os moradores de uma residência não ficam com raiva porque não participaram diretamente da sua construção; antes, ficam agradecidos pelo trabalho do construtor de que agora podem gozar. Todos estes feitos bem ordenados não são nada democráticos, porque se confiam a alguém que os possa fazer, que para isto tenham especial treino.
A quantidade só vale de algo quando ninguém tem idéia do que se deva fazer, que rumo tomar. Quando todos estão perdidos, podemos decidir até no cara e coroa. Mas quando podemos refletir e decidir pelo bem objetivo, considerar todas as opiniões como igualmente válidas é insistir na burrice. Mas este igualitarismo medonho que tentam impor nos tempos de hoje faz com que todos se sintam estrelas e, no meio da ludibriação geral, a maioria desavisada sempre terminará por fazer mais uma burrada. E aqui não se trata de ser preconceituoso, mas de realista. Desde antigamente, os sábios sempre foram minoria. Os especialistas de qualquer área sempre serão um contingente pequeno da população. Isto é assim pela própria ordem das coisas.
Agora, então, vemos o cúmulo: a democracia na religião. A liturgia já não é vista como algo que nos veio de cima, mas como algo inventado; algo que tem o direito de ser múltiplo visto que reflete a multiplicidade de conceitos e modos. Aqui, mais uma vez, o que vale é a quantidade, o lugar, os gostos pessoais. Cai-se num total relativismo que não é, senão, a destruição da própria religião em si. E pelo igualitarismo protestante que daí se forma, o padre passa a comportar-se como leigo e o leigo, por sua vez, vê-se no direito de quase celebrar. Os membros de outras denominações passam a ser irrefletidamente elogiados e aceitos juntamente com todos os seus erros, porque se excluiu da vista o objeto real da Fé; passa-se a encará-la como resultado de um processo subjetivo. Não me espanta, por isso, que muitos católicos de hoje, inclusive clérigos e bispos, sejam tão gelados e insensíveis com relação a Deus e, ao mesmo tempo, tão avessos à verdadeira Fé, que se funda, não no critério da quantidade, mas no da autoridade, em vista de uma Verdade que existe por si, independentemente do que dela pensem os vários indivíduos.
A democracia, de fato, me parece muito estranha...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
E vós, quem dizeis que eu sou?
A resposta a esta pergunta feita por Nosso Senhor é crucial. De fato, quem é Jesus pra nós? É claro que, talvez, responderemos a isto facilmente: "É Deus... a razão da nossa vida". No entanto, penso que a resposta vai muito além do que uma mera afirmação vocal. Quando Pedro fez sua declaração de Fé, dizendo que Jesus era o Cristo, o Filho de Deus vivo, ele não falava isso tranquilamente, como se esta resposta não o comprometesse terrivelmente; não era uma frase qualquer que Pedro dizia, como quando nos perguntam o que faremos depois do trabalho. Não! Juntamente com a voz, Pedro transpirava o conteúdo daquelas palavras; ele as vivia e saboreava.
Vejo ainda que algo semelhante quer dizer o Apóstolo ao escrever: "ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor se não tiver o Espírito Santo". A gente até poderia brincar: "João escreveu isso porque não conhecia a igreja universal do reino de deus".. Não... O que João propõe é muito maior: dizer, aqui, não se resume a uma questão fonética, está para além disto; implica em dizer com a vida, em permitir que os outros leiam Jesus em nós, pra usar a expressão de S. Josemaria. E isto é grandioso...
A resposta a esta pergunta pode ser dada por qualquer um. Ouvimos ou vemos o que muitos respondem: é Elias, É João Batista, é um precursor de Marx, é um revolucionário, é um sonhador, é um hippie, é um mestre espiritual, é um buda...". No entanto, a resposta verdadeira somente pode ser dada por quem O conhece e isto implica necessariamente em deter-se com Ele, em passar tempo, em observá-Lo, em estar sentado aos Seus pés e aprender... Por este conhecimento, passamos a amá-Lo e, então, percebemos, como o discípulo amado, quem, de fato, Ele é (Jo 21,7).
Que isto não sirva para dar margem, por favor, a qualquer tipo de individualismo... Nunca, jamais pretendo escrever algo que esteja fora do contexto da Santa Igreja. A vida de santidade somente é possível dentro dos seus muros espirituais, sob o primado de Pedro. Esclarecido isto, continuemos...
Dizer corretamente quem Jesus é só é possível se O conhecemos e amamos; isto faz de nós seus seguidores. A proclamação de que Jesus é o Senhor, o Filho do Deus vivo, se faz com a vida, com o testemunho da Fé, da Esperança e da Caridade. E Aquele que O ama, com a alma, descobriu a felicidade e iniciou a vida eterna.
Ricardo de S. Vítor faz uma interessante observação: Nosso Senhor parece diferenciar os seus Apóstolos, aqueles que lhe estão próximos, dos demais, como se eles, os Apóstolos, estivessem acima dos homens. "Quem dizem os homens que eu sou? E vós?..." Com isto, o escritor termina por demonstrar que os que conhecem a Cristo e que vivem na Sua intimidade, não são meros homens, mas estão acima disto; na sua aparente ordinariedade, na sua vida comum, eles vivem de Deus e, dessa forma, se deificam, ou melhor, são deificados; são os que são chamados a transcender o nível do homem animal e alcançar o de homem espiritual. Só estes podem, de fato, dizer que Jesus é o Senhor, pois é o próprio Espírito Santo que os inspira e ensina os segredos do Esposo.
Por fim, vejo que, nesta pergunta, Nosso Senhor nos dá uma preciosa pista; a mesma que outras vezes usou e que foi motivo de raiva para seus adversários: - E vós, quem dizeis que "EU SOU"? Isto é apenas uma observação pessoal, mas, neste "EU SOU", proferido pela primeira vez no monte Horeb a Moisés pelo próprio Deus, reside o segredo da identidade de Jesus. De fato, Ele é! E isso é grandiosíssimo! Dizer que só Ele é, é dizer que Ele é a causa e o fundamento de tudo quanto existe; É o mesmo que se quer dizer com aquelas palavras: "Eu sou a Videira,e vós sois os ramos", "Sem Mim, nada podeis fazer" e, de uma forma ainda mais clara, "Eu sou a Vida".
Como não tremer diante dEle? O conhecer a Jesus não se faz de uma forma fria, como se fosse qualquer coisa. É como dizia Pascal, mais ou menos nestes termos: "quando O conhecemos, imediatamente nos prostramos, eternamente escravos de amor".
Diante disto, só podemos pedir: Revela-nos Tua Face, oh Senhor, e o nosso coração será teu para sempre.
Diante disto, só podemos pedir: Revela-nos Tua Face, oh Senhor, e o nosso coração será teu para sempre.
"E vós, quem dizeis que Eu Sou"? Que a nossa resposta a esta pergunta faça abalar os alicerces deste mundo tenebroso e que a violência do Nosso Amor pelo Senhor arranque as almas do erro afim de arremessá-las no abismo do amor divino.
Fábio Luciano
Fábio Luciano
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